Software gratuito auxilia o professor
O educador.net foi desenvolvido para auxiliar o professor na elaboração, organização e gerenciamento de suas tarefas.
O software permite cadastrar instituições, cursos, disciplinas, turmas e alunos. Com ele o professor registra plano de ensino e faz o gerenciamento de notas dos alunos e acompanhar, por gráficos, o rendimento dos alunos. Através dele é possível enviar e-mail para os alunos cadastrados.
A ferramenta pode ser utilizada gratuitamente por professores. É só baixar e registrar.
Existe uma versão institucional, que deve ser paga.
O software pode ser baixado de http://www.oeducador.net/educador/downloads.htm.
Pedagogia em transformação para melhor ou pior? Parte 1
Parte 1 da matéria de Alessandra Moura Bizoni para a Folha Dirigida, publicada ontem.
- Segundo deliberação do Conselho Estadual de Educação, novas diretrizes vão alterar os cursos de Pedagogia e, a reboque, os cursos do tipo Normal Superior. Contudo, mudanças no perfil destes profissionais dividem opiniões. Um profissional habilitado a lecionar nas turmas de C.A a 4ª série do ensino fundamental, na educação infantil, nos cursos de formação de professores de nível médio (Curso Normal) e a desempenhar funções de orientador, administrador e supervisor escolar. Este será o perfil dos profissionais formados pelas instituições adequadas às novas Diretrizes Curriculares para os cursos de Pedagogia e de Licenciatura, tão logo a deliberação de nº 298 do Conselho Estadual de Educação do Rio de Janeiro (CEE/RJ), aprovada no último dia 18, seja homologada pela Secretaria Estadual de Educação (SEE). As novas diretrizes para os cursos de Pedagogia deverão ser aplicadas no estado do Rio de Janeiro, alterando os cursos de Pedagogia e, a reboque, os cursos do tipo Normal Superior. As Novas Diretrizes Curriculares Nacionais foram publicadas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), no dia 16 de maio e a deliberação é uma adequação das normas à educação fluminense. Os integrantes do CEE/RJ discutiram o conteúdo da Resolução
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- nº01/2006 na sessão plenária de nº1.288, realizada na última terça, dia 18. De acordo com o relator da deliberação nº 298, o conselheiro Magno de Aguiar Maranhão, que é presidente da Comissão de Legislação e Normas do colegiado, o documento transpõe as determinações nacionais para o âmbito do estado do Rio de Janeiro.
- Determinadas correntes de educadores elogiam a medida, argumentando que a formação mais ampla dos profissionais de educação vai levar docentes mais qualificados para o mercado de trabalho. Porém, outro grupo questiona a eficácia das alterações, criticando a acumulação de competências, o que acarretaria a formação acelerada dos educadores. Segundo Magno Maranhão, com essa nova legislação os cursos de Pedagogia vão ganhar mais força e serão mais abrangentes. Não haverá mais a divisão nas habilitações em Supervisão Escolar, Administração Escolar e Orientação Escolar: todos os alunos estudarão esses conteúdos. Desse modo, os estudantes de Pedagogia sairão habilitados a lecionar na educação infantil, nas primeiras séries do ensino fundamental (C.A. a 4ª série) e nos cursos de formação de professores em nível médio (Curso Normal). Esses profissionais também estarão credenciados para atuar
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- em atividades de Orientação, Supervisão e Administração Escolar, podendo, assim, dirigir estabelecimentos de ensino. Outra novidade trazida pelas novas normas é que assuntos como educação especial, educação indígena, educação do campo e educação de jovens e adultos devem estar presentes no projeto pedagógico das instituições de formação de pedagogos e de professores das séries iniciais. Para Magno Maranhão, a grande questão será com relação ao curso Normal Superior que, com a maior abrangência dos cursos de Pedagogia, acabará ficando esvaziado, na avaliação do educador. Por isso, um dos pontos mais relevantes da deliberação é a possibilidade legal de transformar o Normal Superior em curso de Pedagogia. "O que muda mais é o curso Normal Superior que, na verdade, acaba esvaziado. Os cursos de Pedagogia vão ter tudo o que os cursos de Normal Superior oferecem e mais alguma coisa. Por isso, inteligentemente, esses cursos podem pedir a sua transformação em curso de Pedagogia", explicou o educador. O relator da deliberação informou, ainda, que o prazo para adequação às novas deliberações é de um ano. Desta forma, as instituições deverão estar em conformidade com as normas até o dia 16 de maio de 2007.
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- Pós-Graduação gera polêmica
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- Embora tenha sido baseada na Resolução nº01/2006 do CNE, a aprovação da deliberação de nº298 do CEE/RJ dividiu a opinião dos integrantes do Conselho Estadual de Educação. O ponto mais polêmico foi o artigo 9º, que trata de outra mudança relevante que será implementada a partir da deliberação — os cursos de pós-graduação para formação de profissionais de educação. Segundo as novas normas, profissionais oriundos de cursos de licenciatura poderão obter habilitação em Supervisão, Orientação e Administração Escolar, a partir de cursos de pós-graduação lato sensu.
- A deliberação nº 298 prevê que esses cursos deverão ter duração mínima de 360 horas, das quais, pelo menos 10% deverão ser destinadas ao estágio supervisionado. Além disso, o corpo docente destes cursos deverá ser constituído por 50% de mestres e/ou
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- doutores e o restante deve ter, no mínimo, especialização na área de atuação. Porém, o artigo 3º, determinando que a instituição interessada em oferecer estes cursos necessitará de autorização do CEE/RJ para fazê-lo, respeitadas as novas vigências, gerou polêmica entre os integrantes do colegiado. Inicialmente, o conselheiro Nival Nunes, reitor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), questionou o valor desta determinação para a universidade, salientando sua autonomia para criar novos cursos.
- Marco Antônio Lucidi, presidente da Câmara Conjunta de Ensino Superior e de Educação Profissional, argumentou que a medida, sendo aprovada de maneira brusca, poderia prejudicar pequenas instituições do interior, que acabariam emperradas na burocracia para abrir novos
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- cursos de pós-graduação, uma vez que não dispõem de autonomia universitária e dependerão da aprovação do CEE/RJ para oferecer tais cursos. "O meu voto contrário não foi ao mérito da proposta, que acho que deve ser para qualquer instituição: ter controle e critérios de qualidade. O que me deixa muito preocupado é engessarmos três ou quatro pequenas instituições com uma burocracia, enquanto as grandes instituições ficam com liberdade de prática do lato sensu, porque estão no Sistema Federal de Educação. Acredito que o que pode ser feito por universidades, centros universitários e até uma faculdade isolada do sistema federal, que têm autonomia de abrir o lato sensu onde quiser. A deliberação está muito bem elaborada, mas eu acho que a gente devia aguardar uma definição para todos os sistemas: o federal e o estadual", ressaltou Marco Antonio Lucidi
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Continua na Parte 2.
Pedagogia em transformação para melhor ou pior? Parte 2
Conrinuação da matéria de Alessandra Moura Bizoni para a Folha Dirigida, publicada ontem.
- Deliberação é pioneira
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- No entanto, o relator da deliberação de nº 298, Magno de Aguiar Maranhão, defendeu seu ponto de vista ressaltando não só a preocupação com a qualidade do ensino, mas o pioneirismo do estado do Rio de Janeiro que, segundo o educador, foi o primeiro a regulamentar em nível estadual as novas Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos de Pedagogia e de Licenciatura. "Na minha proposição, esses cursos de pós-graduação devem ser aprovados pelo Conselho e três conselheiros acharam que não. Eu acredito que a qualidade se garante na hora em que eu aprovo o curso. Até porque essa não será uma pós-graduação como qualquer outra. É uma pós-graduação que vai dar um título para exercício profissional e que prevê um tempo mínimo de 10% da carga horária do curso, que não pode ser inferior a 360 horas, de estágio supervisionado. Penso que, em termos de regulamentação, estamos saindo na frente dos outros estados. E aqueles estados que buscam qualidade farão isso com toda a certeza", completou o presidente da Comissão de Legislação e Normas do colegiado. Presidente do CEE/RJ, Roberto Boclin destacou que a regulamentação foi um passo importante para o colegiado. "Essa deliberação é importantíssima porque normatiza a área da Pedagogia, que estava precisando passar por mudanças urgentemente. A resolução federal recomenda que os estados regulamentem a decisão", frisou Boclin.
- Novas diretrizes dividem opiniões de especialistas - Coordenadora de graduação da Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), a professora Bertha do Valle
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- considera que as novas Diretrizes Curriculares representam uma antiga reivindicação das entidades acadêmicas. "As diretrizes representam um anseio de mais de 20 anos. No entanto, como o curso de Pedagogia forma profissionais para atuar no ensino, em sala de aula, mas também em empresas e organizações não-governamentais, ele é ao mesmo tempo Licenciatura e Bacharelado". E, segundo ela, esse é um problema das Novas Diretrizes, pois reduz a formação do pedagogo apenas à Licenciatura. "Justamente um outro ponto da crítica que faço às Novas Diretrizes. As diretrizes para a formação de pedagogos determinam uma carga horária de, no mínimo, 3.200 horas. Isso reforça a concepção de que é um curso de Licenciatura e Bacharelado, tanto que necessita de mais 400 horas que os demais cursos formadores de professores", destaca.
- Na opinião da professora Lia Faria, professora da Faculdade de Educação da Uerj e ex-secretária estadual de Educação, as novas Diretrizes Curriculares do curso de Pedagogia vão acabar com os Institutos Superiores de Educação. "O curso de Pedagogia terá tudo o que o Normal Superior oferece. E embora esses cursos possam pedir a transformação para Pedagogia, o que me preocupa é a grande quantidade de mudanças que ocorrem na educação em pouco tempo", disse. Ela reclama que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) vai completar dez anos e já foram feitas tantas mudanças que as pessoas já não conhecem mais a LDB. "Uma coisa é regulamentar, outra é ficar permanentemente mudando a lei. Isso cria
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- uma grande confusão", afirmou. A professora Lia Faria lembra que em menos de dez anos foram criados e autorizados os Cursos Superiores e agora eles serão extintos. "Acredito que, nesse momento, a educação necessita de ações mais importantes, como a valorização do magistério. A situação dos professores é dramática. O piso dos docentes é inferior a R$500."
- Já a professora Sandra Regina Pinto dos Santos, ex-diretora do Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro Iserj), considera que propor Pedagogia apenas como um curso de Licenciatura representa não dar continuidade à história do curso de Pedagogia como bacharelado. Ela questiona quem será o pedagogo com a extinção do bacharelado. No entanto, a professora destaca a importância das Novas Diretrizes ao reconhecer que a participação na organização e gestão de sistemas e instituições de ensino são atividades docentes não exclusivas aos especialistas da educação. Já para a professora Márcia de Jesus Pessanha, diretora da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense (UFF), as Novas Diretrizes são importantes. A educadora lembra que esse era o único curso que ainda não tinha as Diretrizes Nacionais. "Essa é uma luta de mais de 25 anos de muitas entidades. No entanto, é difícil conseguir atender a todos. E, portanto, existem críticas, muitas válidas. Mas, de uma forma geral, as Novas Diretrizes são positivas. Agora temos um eixo central, um norteamento. Embora sejam feitas várias leituras de especialistas", completou a diretora da Faculdade de Educação da UFF.
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MEC incentiva expansão da educação tecnológica
O Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), vem promovendo a expansão e o fortalecimento da estrutura pública, na área da educação tecnológica. Estudo do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC) aponta que a oferta de cursos de tecnologia em instituições de educação superior públicas cresceu 93,3%, entre 2003 e 2004.
Segundo o pesquisador Jaime Giolo, coordenador-geral de estatísticas da educação superior do Inep, a expansão da educação tecnológica deu-se pela iniciativa privada que, nos últimos anos, teve o favorecimento de uma política nacional. “A Lei nº 9.649, de 27 de maio de 1998, impedia a União de expandir a educação profissional. Felizmente, no ano passado, a lei foi alterada pelo Congresso Nacional e a União pôde expandir sua rede de educação tecnológica”, diz.
De acordo com o estudo, em 1996 o setor público oferecia 90 cursos tecnológicos presenciais. Em 2004, a oferta era de 359 cursos. A mesma força que impulsiona o crescimento do número de cursos no país tem projetado as vagas públicas oferecidas no setor. Em 2000, os cursos superiores de tecnologia tinham 34.609 vagas. Já a rede privada que, no mesmo período, dispunha de 25.985 vagas, alcança um crescimento de 7,9%. Em 2003, o setor operava com um total de 124.749 vagas, ficando a rede pública com 13.674. Neste período, o crescimento da rede pública chega a 16,5% e o da rede privada, a 105,1%, com 111.075 vagas.
O quadro muda em 2004, com os reflexos da política de expansão e fortalecimento implantada pelo governo federal. Com 200.458 vagas, o setor público apresenta um crescimento de 39,7%, oferecendo 19.103 vagas para o setor. O mesmo não se verifica no setor privado, que apresenta queda no crescimento em relação ao ano anterior. Com um total de 181.355 vagas ofertadas, o setor cresce 63,3% no período.
LDB – A educação tecnológica foi contemplada na primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), que corresponde à Lei Federal nº 4.024, de 1961. No artigo 104, ela permitia “a organização de cursos ou escolas experimentais, com currículos, métodos e períodos escolares próprios”, instituindo, desta forma, a flexibilidade curricular e a liberdade de métodos e de procedimentos de avaliação.
Em 1968, com a Lei Federal nº 5.540, nos seus artigos 18 e 23, permitiu a criação de cursos profissionais com duração e modalidades diferentes, para atender realidades diversas do mercado de trabalho. Em 1969, o Decreto-Lei nº 547 autorizou a organização e o funcionamento dos cursos profissionais superiores de curta duração. Os estados
Fonte: Portal MEC
Projeto Educacional LEGO é implantado na rede municipal de ensino de Manaus
A Prefeitura de Manaus iniciou, na primeira quinzena de abril, as aulas do Projeto Educacional LEGO na rede municipal de ensino da cidade.
Aplicadas semanalmente com duração de 1 hora, as aulas contribuem com o desenvolvimento das crianças dentro e fora da sala de aula.
"É muito gratificante ver o envolvimento do professor e o desenvolvimento dos alunos, durante a aula, no raciocínio lógico e no trabalho em equipe, enfim, no desenvolvimento de competências", afirmou a diretora-pedagógica do Projeto Educacional LEGO, Valéria Sitta.
Entre outros benefícios, o Projeto também estimula o aluno a buscar novos conhecimentos e a se sociabilizar.
"É incrível ver o que o projeto faz. Mesmo com chuva forte, as crianças comparecem à Escola só para participar e ter aula de LEGO. E, o melhor, não deixam de elogiar o Projeto", completa a diretora-pedagógica.
Outra pessoa que também elogia o Projeto e está estimulado para ensinar os alunos é o professor Vicente Braga, da Escola Municipal Graziela Ribeiro.
"Esse é um projeto inovador que vai mexer com a criatividade de nossas crianças e mais, vai fazê-las aprender a conviver com o próximo e a construir com qualidade a tecnologia. Sem contar que tudo isso vai ser feito com base no 'aprender-fazendo', que é maravilhoso!", afirma Vicente.
Confira o que eles pensam sobre o projeto:
"Acho que a aula-LEGO é muito boa, vale a pena"
Pablo - 12 anos
Colégio Graziela Ribeiro
"Eu acho que foi complicado, mas no final deu tudo certo"
Rayssa - 10 anos
Colégio Graziela Ribeiro
"A aula é legal e tem brinquedo. A gente aprende sobre educação, aprende que tem que guardar, que não pode quebrar e que tem que cuidar. E isso é a educação!"
Inácio - 11 anos
Colégio Graziela Ribeiro
Professores aprendem nova forma de ensinar com Lego Educacional
Após formação, ferramenta será usada com alunos da rede estadual
Estímulo à criatividade, redução nos índices de evasão e aumento do interesse dos alunos pelos assuntos discutidos em sala de aula. Para Gilvana Fronzoni, coordenadora do curso Lego Educacional, esses são alguns dos benefícios imediatos verificados nas escolas que adotaram a ferramenta em sala de aula.
A partir do próximo mês, escolas da rede estadual de ensino vão poder conferir essas mudanças. Com o objetivo de preparar professores a trabalhar com o Lego Educacional em suas unidades de ensino, a Secretaria Executiva de Educação (SEE) iniciou ontem (22), no Centro de Formação Ib Gatto Falcão (Cenfor), no Cepa, as capacitações para educadores das 40 escolas de ensino fundamental que serão contempladas com os kits do projeto.
A formação atende até hoje (23), das 8h às 12h e das 14h às 18h, professores de 1ª a 4ª série de 13 escolas da rede estadual de ensino localizadas em Maceió e em União dos Palmares. Amanhã (24), no mesmo horário e local, será a vez de 214 docentes de Matemática e Ciências de 5ª a 8ª série, pertencentes a 27 unidades de ensino de Maceió, Rio Largo, Messias, Atalaia, Cajueiro e São Miguel dos Campos. Neste caso, o curso acontece no Cenfor e nas escolas do Cepa que possuem laboratório de informática.
“Realizamos um primeiro momento, que é para os professores se familiarizarem com o projeto, e depois eles passam para a prática. Os de 1ª a 4ª série trabalham com educação tecnológica, enquanto os de 5ª a 8ª, com robótica pedagógica”, conta Giovana. Segundo a coordenadora, em outro momento, devem ser promovidas oficinas para professores de 5ª a 8ª séries de outras disciplinas, já que a ferramenta permite um trabalho interdisciplinar.
Mudanças – Os professores da rede púbica de Alagoas receberam a novidade com entusiasmo. “Em alguns lugares a gente percebe uma certa resistência, mas não foi o caso daqui. Há um interesse e uma ansiedade, que também será sentida pelos estudantes quando eles começarem a usar o Lego Educacional em sala de aula”, ressalta Giovana.
Patrícia Tavares, professora da 4ª série da Escola Estadual Tavares Bastos, no Farol, nunca tinha ouvido falar no Lego Educacional. “Conhecia apenas o brinquedo”, conta. Entretanto, quando finalizar a formação, já estará apta a trabalhá-lo com seus alunos. “Estou achando interessante, conhecendo com a prática. Acho que vai ser positivo, vamos ensinar com um método que foge do comum e a criança vai aprender de uma forma lúdica”, acredita a educadora.
A sua colega de escola, Neuza Barbosa, que ensina a turmas de 3ª séries, lembra o fato de a Tavares Bastos ser uma escola que trabalha com a questão da inclusão de deficientes auditivos. “Acho que será muito bom para eles também, vamos ter a oportunidade de conhecer o aluno de uma forma diferente do ambiente de aprendizado com o qual estamos acostumados, de uma maneira mais alegre”, afirma a professora, já empolgada para usar o Lego em sala de aula.
Cursos – Nos dias 29 e 30, o mesmo curso será oferecido no Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE) de Arapiraca, contemplando 23 professores de 1ª a 4ª série de escolas estaduais localizadas em Poço das Trincheiras, Dois Riachos e Palmeira dos Índios. No mesmo local, nos dias 29, 30 e 31, também estão sendo capacitados 21 educadores de 5ª a 8ª série de unidades de ensino de Água Branca, Santana do Ipanema e Arapiraca.
Segundo a gerente do Programa de Tecnologia Educacional da SEE, Sônia Azevedo, a secretaria e a Lego já estão com toda a estrutura pronta para implementação do projeto: os equipamentos já chegaram e foram realizadas capacitações para os coordenadores do projeto no Estado – um ficará em Maceió e outro em Arapiraca – e para os 16 monitores que atuarão como suporte nas escolas.
“Os monitores são alunos de Matemática, Física e Pedagogia, e farão esse contato mais direto com as unidades de ensino, enquanto nós atuaremos como um elo de ligação”, explica Josefa Bernadete Gomes, coordenadora do projeto em Maceió. De acordo com ela, ao término da formação, os educadores estarão prontos para usar o Lego no processo de ensino-aprendizagem.
O Lego Educacional é uma das mais avançadas ferramentas de tecnologia de ensino, adotada no mundo todo, e em milhares de escolas públicas e particulares do Brasil. “É uma técnica interessante, pois a ferramenta cria um cenário em que a criança aprende fazendo. Trabalha também a temática transversal, a qual permite que, dentro de um tema geral, o aluno aprenda em diversas áreas, como Sociologia, Meio Ambiente, Robótica, Matemática, o que está em consonância com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs)”, comemora o secretário executivo de Educação, professor José Marcio Lessa.
Desafios do coordenador pedagógico
Mais do que resolver problemas de emergência e explicar as dificuldades de relacionamento ou aprendizagem dos alunos, seu papel é ajudar na formação dos professores
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Muito se tem falado sobre o papel do coordenador pedagógico. Afinal, por que ele é necessário? Quem dera coordenar fosse simples como diz o dicionário: dispor segundo certa ordem e método; organizar; arranjar; ligar.
O coordenador pedagógico, muito antes de ganhar esse status, já povoava o imaginário da escola sob as mais estranhas caricaturas. Às vezes, atuava como fiscal, alguém que checava o que ocorria em sala de aula e normatizava o que podia ou não ser feito. Pouco sabia de ensino e não conhecia os reais problemas da sala de aula e da instituição. Obviamente, não era bem aceito na sala dos professores como alguém confiável para compartilhar experiências.
Outra imagem recorrente desse velho coordenador é a de atendente. Sem um campo específico de atuação, responde às emergências, apaga focos de incêndios e apazigua os ânimos de professores, alunos e pais. Engolido pelo cotidiano, não consegue construir uma experiência no campo pedagógico. Em ocasiões esporádicas, ele explica as causas da agressividade de uma criança ou as dificuldades de aprendizagem de uma turma. Hoje o coordenador organiza eventos, orienta os pais sobre a aprendizagem dos filhos e informa a comunidade sobre os feitos da escola.
Mas isso é muito pouco. Na verdade, ele se faz cada vez mais necessário porque professores e alunos não se bastam. Além das histórias individuais que todos escrevemos, é preciso construir histórias institucionais. É duro constatar a fragilidade de tantas escolas que montam um currículo e uma prática efetiva durante anos e perdem tudo com a transferência ou a aposentadoria de professores. Construir história nos torna humanos, e é de estranhar que, justamente na escola, tantas vezes tudo recomece do zero. O coordenador eficiente centraliza as conquistas do grupo de professores e assegura que as boas idéias tenham continuidade.
Além do que se passa dentro das quatro paredes da sala de aula, há muito mais a aprender no convívio do coletivo - no parque, no refeitório, na rua, na comunidade.
A dinâmica nesses espaços deve ser ritmada pelo coordenador. É preciso lembrar ainda que só quem não está em classe, imerso naquela realidade, é capaz de estranhar. E isso é ótimo! É do estranhamento que surgem bons problemas, o que é muito mais importante do que quando as respostas aparecem prontas.
Só assim é possível que o coordenador efetivamente forme professores (e esse é o seu papel primordial). Ampliando a significação do dicionário, eu diria que no dia-a-dia de uma instituição educativa é preciso:
dispor segundo certa ordem e método as ações que colaboram para o fortalecimento das relações entre a cultura e a escola;
organizar o produto da reflexão dos professores, do planejamento, dos planos de ensino e da avaliação da prática;
arranjar as rotinas pedagógicas de acordo com os desejos e as necessidades de todos; e
ligar e interligar pessoas, ampliando os ambientes de aprendizagem.
Esse é o sentido de ser um bom coordenador, não de uma instituição, mas de processos de aprendizagem e de desenvolvimento tão complexos como os que temos nas escolas. Que os que desejam se responsabilizar por essa importante função vejam aqui um convite para criar um estilo de coordenar.
Tecnologia é desafio dos cursos a distância
da Folha de S.Paulo
Especialistas ouvidos pela Folha, embora demonstrem ser entusiastas da educação a distância, também elencaram aspectos que ainda precisam de aprimoramento, como a infra-estrutura tecnológica utilizada pela modalidade.
O ex-ministro da Educação Paulo Renato Souza (1995-2002) destaca que uma das principais dificuldades da EAD hoje é o fato de a internet banda larga ser acessível apenas a uma pequena parcela da população.
Por outro lado, ele diz que a EAD é um meio de baratear o ensino superior. "Há a necessidade de uma educação de massa e barata. As pessoas não podem pagar mensalidades muito altas." Nas universidades particulares, em média, a mensalidade de um curso a distância é a metade do valor de um curso presencial.
Para Alessandro Marco Rosini, especialista em tecnologia da informação, os maiores entraves da educação a distância ficam a cargo do aluno, que precisa se familiarizar com o uso das tecnologias de informação e comunicação --como e-mail, chats, fóruns-- e a adaptação cultural quanto ao modelo de aprendizagem.
A coordenadora da assessoria de educação a distância da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), Maria do Carmo Vila, aponta que, além do fator tecnológico, as universidades devem estar atentas, principalmente, à questão da qualidade. "As universidades precisam ter cuidado na criação dos cursos porque, se fizerem algo sem critério, acabam queimando uma modalidade importante para a sociedade."
A universidade pretende, no próximo ano, lançar dois cursos: ciências biológicas e química.
Papel ainda domina o ensino a distância
FÁBIO TAKAHASHI
da Folha de S.Paulo
Apesar de normalmente ser relacionada à internet, a educação a distância no Brasil ainda é dominada por um meio rudimentar: o material impresso, geralmente em forma de apostilas.
Isso é o que mostra o Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância 2006, que será lançado na próxima segunda-feira e foi antecipado à Folha.
O estudo, que conta com o patrocínio do Ministério da Educação (MEC), mostra que 84,7% das instituições que oferecem ensino a distância utilizam a mídia impressa.
Atrás do papel, vêm o e-learning (internet), com 61,2% e o CD-Rom, com 41,8% --a soma passa dos 100% porque a mesma instituição pode usar mais de uma mídia como método de aprendizagem.
A pesquisa aponta que 504 mil pessoas no país usaram o ensino a distância no ano passado, somente nas escolas autorizadas.
A predominância do material impresso é explicada pela baixa presença do computador no país.
Segundo a Pnad 2004 (Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios), apenas 16,3% dos domicílios do país têm computador e 12,2% possuem internet.
"O material impresso tem a vantagem de estarmos acostumados a ler no papel. Tirando isso, não há mais nenhuma vantagem nele", afirma o presidente do Instituto Monitor, Roberto Palhares --sua instituição oferece ensino técnico a distância por meio de apostilas há 60 anos.
"Imagine uma aula de geografia. Pelo e-learning, você pode ver um mapa animado mostrando a evolução do desmatamento da Amazônia", aponta o coordenador do anuário, Fábio Sanchez.
"Além disso, você pode ter um contato imediato com o professor e com colegas, por meio de salas de bate-papo. Isso mostra que o país ainda não aproveita todos os recursos da educação a distância, apesar de o papel ter a vantagem de poder ser acessado onde você estiver", afirma Sanchez.
Predomínio
Os dois especialistas dizem que a tendência é que, no curto e médio prazo, o material impresso vire um apoio ao sistema virtual. O avanço do aprendizado via internet depende, porém, do maior acesso ao computador no país.
Atualmente, a mídia impressa predomina em todos os tipos de ensino oferecidos a distância: 81,3% das instituições com credenciamento federal, que oferecem cursos de nível superior, utilizam o papel, contra 73,4% do e-learning.
Já as com autorização em âmbito estadual, com cursos de educação básica e técnica, utilizam a mídia impressa em 93,9% dos casos, ante 39,4% do e-learning.
Perfil
O anuário da educação a distância, feito pela segunda vez, considerou as 217 instituições credenciadas no Ministério da Educação ou nos conselhos estaduais de educação. As que possuem autorização federal oferecem cursos de graduação, tecnológicos, de pós-graduação e seqüenciais.
Já as instituições com credenciamento estadual mantêm cursos de EJA (educação de jovens e adultos), ensino fundamental, médio e técnico.
O anuário foi desenvolvido pela Abed (Associação Brasileira de Ensino a Distância) e pelo Instituto Monitor. A apresentação do estudo será feita durante o 4º seminário da Abed, que começa neste domingo e vai até terça-feira.
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Ministério da Educação do Brasil Libera eProinfo Como Software Livre Editoria: Governos 13/Mar/2006 - 01:09
O código fonte do ambiente colaborativo de aprendizagem eProInfo, desenvolvido pela Secretaria de Educação a Distância (Seed/Mec), acabou de ser registrado no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) como software livre. O código fonte do ambiente colaborativo de aprendizagem eProInfo, desenvolvido pela Secretaria de Educação a Distância (Seed/Mec), acabou de ser registrado no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) como software livre.
A partir desta iniciativa, a Seed inicia o processo de liberação do código para as instituições interessadas em utilizar e aperfeiçoar o ambiente virtual.
“O registro e o licenciamento do código fonte permitirão o incremento do número de instituições usuárias de soluções em educação a distância, a aceleração dos ciclos de melhoria e desenvolvimento da plataforma, bem como a adequação do MEC às diretrizes de governo de adoção e disseminação de soluções de TI baseadas em software livre”, explica o diretor do Departamento de Infra-Estrutura Tecnológica da Seed, Espartaco Madureira.
O número de patente requerida para o e-ProInfo é 012060000290, mas a patente definitiva só estará disponível em 3O dias. Para a plena disseminação do código fonte, ainda estão pendentes a criação de uma página na internet específica do "projeto de desenvolvimento colaborativo do e-ProInfo", sendo que esta área estará disponível, em breve, como subdomínio do seu atual endereço eletrônico: http://www.eproinfo.mec.gov.br. Além do código estarão disponíveis as orientações para instalação e os requisitos mínimos de hardware e software.
Ambiente - O e-ProInfo foi desenvolvido pela equipe do Centro de Experimentação em Tecnologias Educacionais (CETE) do Departamento de Infra-Estrutura Tecnológica da Seed e já possui mais de 100 instituições públicas cadastradas como usuárias dessa solução.
Este ambiente de aprendizagem utiliza a internet e permite a concepção, administração e desenvolvimento de diversos tipos de ações, como cursos a distância, complemento a cursos presenciais, projetos de pesquisa, projetos colaborativos e diversas outras formas de apoio a distância e ao processo ensino-aprendizagem.
Assessoria de Imprensa da Seed
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| Fonte: seednet |
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Educação Nippo-Jovem
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Educação on-line pode ser saída para quem está no exterior |
Juliana Tieko Octavini/NB
Embora ainda esteja disponível somente para uma pequena parcela da população (pois há poucos cursos oferecidos para brasileiros no exterior), a educação a distância pode ser uma saída para que milhares de brasileiros que moram no exterior tenham uma chance de se qualificar e voltar para o mercado de trabalho no Brasil. De fato, de acordo com estudos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizado em seis capitais brasileiras - São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Porto Alegre -, 571 mil vagas foram destinadas, em 2004, a candidatos com mais de 11 anos de estudo, ou seja, que estejam cursando ou tenham completado o ensino médio. Para candidatos com apenas o ensino fundamental, estavam disponíveis 180 mil vagas de trabalho.
Se por um lado a chegada do supletivo para os brasileiros no Japão foi um grande passo, a continuidade dos estudos a partir daí fica a desejar. Isso porque ainda são poucas as alternativas para o ingresso em uma faculdade. Por esse motivo, a educação on-line seria uma grande oportunidade.
No Brasil, o ensino a distância está crescendo a cada ano. Segundo dados da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), 309 mil pessoas receberam diplomas de graduação nesse tipo de curso, e há 166 instituições credenciadas oficialmente pelo Ministério da Educação (MEC). O MEC, por meio da Secretaria de Educação a Distância (SEED), também está com projetos para a chamada Universidade Aberta do Brasil (UAB), mas que ainda está engatinhando. Para que chegue ao Japão, pode demorar um pouco, pois os testes ainda estão sendo realizados no Brasil.
Nesse sentido, várias instituições já estão se preparando tecnologicamente para atender a população que saiu do País. O Instituto de Educação de Ensino de Brasília (IESB) é um deles. De acordo com a direção da instituição, no fim de 2006 serão disponibilizados cursos de graduação para os brasileiros que moram no exterior. “Já estamos disponibilizando cursos a distância no Brasil, e, no fim de 2006, se estenderão a outros países. Ainda estamos em estudos, mas provavelmente o Japão será um dos países a serem atendidos”, comunica a direção. |
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Provas presenciais |
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O grande empecilho, segundo os especialistas, é ainda o custo elevado, pois há, por lei, obrigatoriedade da pessoa fazer as provas finais presencialmente. Ou seja, deveria haver um escritório da instituição responsável no Japão para que os alunos fizessem a prova.
À frente de seus concorrentes, a Associação Internacional de Educação Continuada (AIEC) pode dar seu exemplo. Com escritórios em Nagóia (Aichi) e em Ota (Gunma), é pioneira no modelo de educação via internet, reconhecida pelo MEC, oferecendo cursos de Administração, com certificado internacional de qualidade ISSO 9001-9002.
“Resolvemos apostar no Japão, pois tínhamos notícias de que os brasileiros voltavam para a terra natal, abriam os negócios e acabavam quebrando, principalmente por falta de qualificação. Então, por que não disponibilizar um curso de graduação em Administração para essas pessoas?”, diz o diretor Vicente Nogueira Filho. Atualmente, há 40 alunos estudando no AIEC nas duas cidades japonesas. O curso de Administração da AIEC custa cerca de R$ 400 por mês.
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Curso de japonês pela rede |
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Sandra Takata/IPCJAPAN
Os nikkeis sabem as dificuldades que seus parentes passam ao ficar longe da terra natal. A exemplo disso, a Peak Performance, formada pelos empresários descendentes de japoneses Milton Nishiwaki, Gláucia Tamake e Nelson Kobo, está atenta ao problema. A empresa lançou um portal na internet que reúne cursos, treinamentos e palestras dirigidos a empresas e empresários.
Com visão de futuro e observando o crescimento de um mercado potencialmente ativo, o portal resolveu apostar no aprimoramento pessoal e profissional. “E todos nós sabemos que muitos brasileiros têm dificuldades por não saberem falar o idioma japonês quando chegam ao arquipélago. Então por que não disponibilizar um curso básico com a tecnologia de ensino a distância para os dekasseguis?”, questiona Nelson Kobo.
De acordo com o empresário, o portal conta com recursos de imagem, áudio e vídeo para que o aluno possa acompanhar com maior facilidade e no horário que tiver disponibilidade. O curso de idioma japonês, montado em parceria com a Aliança Cultura Brasil-Japão , contém expressões utilizadas no cotidiano.
Uma das facilidades é que todo o material didático está em letra romanizada. O curso, batizado de Japonês do dia-a-dia, é composto por 17 módulos, nos quais os estudantes têm direito a três acessos para assistir aos vídeos, além de uma apostila para impressão.
Referência:
http://www.nj.com.br/futuro/futuro_20060207.php |
Professores da rede municipal param hoje
Os 73 mil profissionais da rede municipal de ensino farão hoje, às 14h, uma paralisação para protestar contra a decisão da prefeita Marta Suplicy de suspender o pagamento da segunda parcela da gratificação salarial da categoria. O ato vai suspender as aulas nos períodos da tarde e da noite. A suspensão das aulas da manhã ficará a critério de cada escola.
Profissionais da educação marcaram um protesto em frente à Secretaria de Gestão Pública, na região central, para depois partirem até o Palácio das Indústrias. A categoria luta pelo pagamento da segunda parcela da gratificação de desenvolvimento educacional, dividida em duas partes.
A primeira, de 30%, foi paga em julho. A segunda estava prevista para dezembro. Marta divulgou um comunicado alegando que devido à queda na arrecadação municipal, a gratificação ficaria restrita aos valores já recebidos em julho.
A Secretaria de Educação tenta uma negociação, apresentando um parcelamento de fevereiro a março de 2004 para os 70% restantes da gratificação. “Nós só aceitamos o pagamento integral”, diz o presidente do Sindicato dos Profissionais de Educação do Ensino Municipal, vereador Cláudio Fonseca (PC do B).
O chefe de gabinete da Secretaria de Educação, Enéas Rodrigues, disse ontem que as negociações ainda prosseguem. “Respeitamos, mas não entendemos o por que da paralisação”, disse Rodrigues.
(Diário de S. Paulo – 27/11/03)
Professores encerram hoje vigília por salários
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Foto: Viviane Luciani.
Vigília dos professores termina nesta quinta.
Os professores da rede estadual encerram hoje, às 11 horas, a vigília iniciada na terça-feira em protesto para lembrar a data-base do funcionalismo estadual e cobrar do governo o plano de carreira dos funcionários e a equiparação de salários dos professores.
Os cerca de 100 representantes sindicais se revezaram na terça e ontem para garantir o tom de alerta e discussões que farão parte da segunda reunião com o governo do estado, marcada para a próxima segunda-feira, dia 5, às 11 horas, com o objetivo de conhecer a posição do governo quanto às reivindicações propostas.
Os professores defendem uma reposição salarial de 56% e a implantação de plano de carreira dos funcionários da educação. De acordo com o presidente da APP-Sindicato, José Rodrigues Lemos , espera-se o cumprimento da decisão de imediato e uma equiparação de salário, igual aos demais servidores públicos.
De acordo com Lemos, para ambas as carreiras é exigida formação em curso superior, mas um professor com jornada de 40 horas semanais ganha, em início de carreira, R$ 1.030, enquanto um agente profissional tem salário inicial de R$ 2.088.
Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação, “toda parte do projeto que trata da equiparação foi encaminhada para a Secretaria da Administração para ser feita uma avaliação”. Ainda de acordo com a assessoria não há como se manifestar agora, mas lembra “que toda a classe já teve vários avanços”.
> Estado de Minas, 31/05/2006 - Belo Horizonte MG
Terra de doutores
Dar aulas é para quem ama sua profissão e tem fé no destino da pátria e das novas gerações
Evandro Pinheiro, Professor de matemática Dia 24, depois de um dia de trabalho, em minha casa, brincando e conversando com minha família, decidi ligar a TV no canal da novela Cobras e lagartos. Tive a infelicidade de ouvir um diálogo entre duas personagens da novela. Acreditando que o filho estivesse na universidade, a mãe disse: “Meu filho está estudando. Ele vai ser um doutor”. A filha responde: “Mãe... meu irmão diz que está fazendo é matemática!” O fato é que o rapaz fingia estar estudando. Descobrindo a trama de seu filho, a mãe então responde: “Ainda bem que ele não está estudando! Já pensou passar anos na universidade para dar aulas o resto de vida!”
Muito me admira uma emissora de televisão, cujo canal é uma concessão pública, com vários programas de apoio à cultura e alardeado compromisso com a sociedade, deixar tal diálogo acontecer e tornar-se público. Faço a crítica destacando dois aspectos. Primeiro: fazer matemática ou qualquer outro curso de graduação superior não dá o título de doutor. Segundo os dicionários, doutor é “aquele que completou o doutorado em uma universidade”. Infelizmente, no Brasil, esse título é dado a algumas profissões de forma errônea. A medicina e o direito são algumas das áreas que detêm a liderança na fagocitose do título, muitas vezes, sem, no mínimo, o término do curso. É importante também destacar a infelicidade em viver em um país onde alguns advogados “protegem” grupos organizados do crime, dando até mesmo sua própria liberdade como troca ou, ainda, alguns médicos que negligenciam atendimentos em postos públicos de saúde ou administram clínicas de aborto. Tudo pelo capital!
Segundo: dar aulas realmente é para poucos. A falta de incentivos e investimentos públicos que chegam na ponta do sistema de educação (aluno/professor) é fato. O salário do professor, na maioria das vezes, é indigno para uma profissão de tamanha importância para qualquer sociedade civilizada. A total transferência de responsabilidade na criação das crianças, entre tantas outras, é uma questão que brota a todo instante nos países subdesenvolvidos e emergentes como o Brasil. Repito: dar aulas é para poucos! Somente para aqueles que acreditam que podem ainda transformar uma sociedade, mesmo sendo ela repleta de violência e corrupção de grande parte de seus políticos e governantes. Dar aulas é para quem ama sua profissão e tem fé no destino da pátria e das novas gerações. Eu sou professor, com muita honra. E professor de matemática!
Usando lápis e computadores
Trecho de uma entrevista com Seymour Papert [a entrevista completa está em http://www.dimap.ufrn.br/~jair/piu/artigos/seymour.html]
De que formas os computadores e a internet devem ser usados para garantir um bom aprendizado?
Papert: De que formas o lápis pode ser usado? De tantas formas que não podemos fazer uma lista. Ele foi incorporado, tornou-se parte de tudo. Assim é com o computador e com a internet...